Você se enganou quando achou que poderia entrar em minha vida sem pedir ao meu Pai. Se enganou quando achou que poderia trazer para o nosso relacionamento todas as coisas ruins que você tinha passado. Ah, como você se enganou ao pensar que o meu coração poderia ser somente passagem, e até foi para você, não que eu quisesse, claro. O meu coração é um lugar de parada permanente, não de idas e vindas.

Você se enganou ao achar que o meu Pai não estava escutando as minhas orações “Senhor, cuida de mim”. Se enganou ao achar que Deus estava nisso, e foi aí que também me enganei, e como não poderia, você manipulou a verdade tão bem. E qual era a verdade? Qual é a verdade? A verdade é que o meu Pai não traz confusão, traz tranquilidade. A verdade é que não se pode mentir tanto tempo. A verdade é que o que está oculto aos olhos humanos é revelado por Ele. Na verdade, você é uma mentira ambulante. E como será que você consegue conviver com isso? Enganando tantos corações… Que egoísmo, não? A verdade é que eu não sabia que a palavra livramento serviria também em algo que eu tinha escolhido. Eu fiz a escolha errada mas Ele me livrou, Ele cuidou de mim. Acreditei, sim, e não me arrependo. Não me arrependo de ter dado a minha melhor versão, porque é exatamente assim com eu sou, verdadeira e intensa. Não posso me arrepender de ter acredito quando até pouco não acreditava que pessoas como você poderiam existir. Nem posso ter vergonha também apesar do que você me fez, quem deveria ter vergonha era você por ter o coração assim.
A verdade é que o amor Dele é maior que a vergonha, é a mais forte que a dor, apaga o passado. A verdade é que Deus conhece os corações e as intenções deles. Ah, eu sempre soube disso muito bem. O que se pode tirar de bom disso tudo além de se sentir amada por Deus? O aprendizado. Você vai começar a notar certas coisas que antes passavam despercebidas, talvez, você não tente mais ignorar, fechar os olhos para aquelas coisinhas que “são irrelevantes”. E outra coisa, só Deus pode mudar alguém.
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Maria Clara
Fortalezense, 23 anos, estudante de engenharia. Misturo os números com as letras, talvez porque eu goste um pouco de tudo. Amo as coisas simples e os sentimentos que elas me proporcionam como estar com a família, amigos e tomar sorvete num dia quente. O que mais busco é ser semelhante a Cristo, e refletir esse amor que um dia me alcançou.

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