Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias foi sobre a série “13 Reasons Why”, e se você é fã de séries e acompanha algumas, com certeza se interessou em saber porque ela levantou tantos questionamentos. A série despertou a minha curiosidade, até que fui assistir para tirar as minhas próprias conclusões, além do mais, gosto de saber quais assuntos estão sendo mais comentados no mundo dos jovens. E as pessoas também tem falado sobre o Jogo da Baleia Azul, que consiste em desafios macabros aos adolescentes, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio. Enfim, seja o livro que virou série ou o jogo macabro na internet, as duas coisas dizem respeito ao suicídio.

Falando primeiramente sobre à série, não irei fazer críticas a ela, porque acredito que ela tem algumas falhas sim, como por exemplo dando a entender, por algumas falas dos personagens, que não há saída sem ser a morte. Mas vou apenas falar sobre o tema que é relevante e nos fazendo pensar sobre isso. Ela retrata o sofrimento de uma jovem do ensino médio, que por sofrer algumas decepções, bullying, abuso, grava 7 fitas com os motivos pelos quais ela decide tirar a própria vida. O ponto que me chamou mais atenção depois da questão levantada que é o suicídio, foi a forma como as pessoas são indiferentes às outras pessoas, ao sofrimento delas e como agem de forma egoísta, sempre pesando em si mesmas.

E no que diz respeito ao desafio da baleia, acredito que o inimigo também tem usado a internet como uma arma para a destruição, porque como sabemos o “ladrão não vem, senão para roubar, matar e destruir. ” (João 10:10). E o que ele tem feito com os jovens é assustador, porque hoje eles estão cada vez se isolando mais, ficando por detrás de uma tela de um celular ou computador, vivendo em um mundo irreal, sendo bombardeadas com mentiras.

Essas mentiras ou meias verdades podem consumir uma pessoa a ponto de ela desacreditar na vida, nas pessoas e até em Deus, principalmente mentiras a respeito de quem ela é. Todos nós passamos por momentos difíceis e podemos acabar nos sentindo vazios, achando que não nos encaixamos na nossa família, na escola, ou em qualquer outro grupo, e achamos que somos incapazes de reagir de alguma forma àquela situação e pensando em uma maneira que seria a mais fácil de resolvê-la: a de tirar a própria vida.

Porém, se você é essa pessoa, o que você precisava saber é que somos seres limitados e com fraquezas, mas que não fomos criados para sermos assim. Éramos perfeitos, e devido à queda do homem, hoje somos seres com pecados. Mas não será para sempre assim pois através de um homem sem pecados, Jesus, que nos deu a oportunidade de crermos no seu sacrifício e sermos salvos, poderemos desfrutar a plenitude na eternidade.

“Eu vim para que as ovelhas tenham vida, e vida em plenitude. ” Deus é a resposta para tudo. O suicídio jamais será uma opção, a vida é bela sim, você pode ser feliz aqui. A dor não será para sempre, e você precisa tirar uma lição de tudo que você passa, pois a grama do vizinho definitivamente não é mais verde. Se há um vazio em você, Cristo pode preenche-lo, e te dar aquilo que nenhum homem pode, que é o amor sem medida. Se você está passando por momentos que te levam a tentar sobre a sua própria vida, seja automutilação, bulimia, tricotilomania ou depressão, procure uma ajuda. Seja aquela pessoa que você confia, seus pais, líderes, família ou um médico, sem pensar se as pessoas vão te julgar por isso.

Existe uma saída, Deus te fez com um propósito e você é amado sim. “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. ” (Jr 29:11)

Não hesite em pedir ajuda!

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.
E também pelo número 141.

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Maria Clara
Fortalezense, 23 anos, estudante de engenharia. Misturo os números com as letras, talvez porque eu goste um pouco de tudo. Amo as coisas simples e os sentimentos que elas me proporcionam como estar com a família, amigos e tomar sorvete num dia quente. O que mais busco é ser semelhante a Cristo, e refletir esse amor que um dia me alcançou.

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