Muito se engana quem acha que o amor segue o mesmo ritmo, a mesma teoria e os mesmos sentimentos todos os dias, como algo imutável. Tem dias que o amor é aquele abraço que nos sufoca outros o amor vira aperto de mão e a saudade cede lugar para o silêncio.

Tem dias que o amor é jantar a dois com direito àquela música que faz o coração da gente disparar, mas tem dias que o amor vira pão com mortadela sem direito a uma Tubaína para acompanhar. Há dias que o amor é 24 horas, outras nem 5 minutos. Outras o amor tem cara de “quero passar o resto da minha vida com você”, mas há dias que o amor vira um “me da um tempo”.

É assim mesmo, a gente não ama todo dia da mesma forma, tem dias que o amor é furacão, outro tempestade que logo vira calmaria e nos abrigamos no abraço do outro. O amor também é cara feia assim como é sorrisos de criança que acabou de ganhar um brinquedo. O amor é bonito, mas tem dias que é feio, daqueles que a gente não quer nem olhar, não quer nem sentir.

Tem dias que o amor é aquela nossa música preferida que a gente não cansa de dar replay, outras ele vira aquela melodia que enjoamos de tanto ouvir. O amor é brigadeiro, mas também é chá de boldo, às vezes é doce demais, outras amargo.

Há dias em que o amor é aquele sofá que deitamos no final de um dia cansado, outros o amor vira aquela cadeira do escritório que não aguentamos mais ficar ali. Machuca as costas, dói o pé e precisamos de um descanso. E quando entendemos que o amor não é a mesma coisa todo dia entendemos que amar vai muito além de apenas sentir amor. É preciso saber perdoar quem nos machuca no final de um dia cansado, é preciso saber que não querer conversar hoje não significa desamor.

O amor é bonito é leve, mas há dias que o amor vira tempestade e a única coisa que importa é se abrigar nos braços um do outro no final de tudo. Amor também é renúncia, é saber que naquele momento querer despejar palavras duras não irá ajudar em nada e que o silêncio talvez, seja a sua melhor resposta. E mesmo não amando todo dia do mesmo jeito, a gente sabe: A gente ama cada vez mais.

Texto inspirado em um trecho da autora Fernanda Mello sobre o amor.

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Thamilly Rozendo
Estudante de psicologia, 22, é aquela que escuta mil vezes a mesma música e tem a risada escandalosa. Não dispensa um sorvete e adora um pastel de feira com muito catupiry, mesmo sendo intolerante a lactose. Encontra paz na oração e vê amor nos pequenos detalhes.

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