Esses tempos atrás assisti Questão de Tempo (2013), que estrela Rachel McAdams e Domhnall Gleeson num romance encantador. Tim (Domhnall Gleeson) é um viajante no tempo, que consegue voltar ao passado quando entra em seu armário para mudar suas atitudes, e conforme a atitude que ele toma, ao voltar ao futuro, vê as consequências de suas decisões.

O filme é uma graça. Tim consegue voltar ao tempo e reviver momentos que passou com Mary (Rachel McAdams), testar decisões até que chegue no futuro em que deseja.

Até que um dia, percebe que ao mudar algo no passado, a sua vida atual muda completamente. Seu filho não é mais o mesmo, nem as pessoas que o cercam. Assim, decide voltar a sua vida normal, e chega a uma conclusão linda dita no filme:

Imagem de Cinematologia

“De repente, a viagem no tempo parece desnecessária, porque todos os detalhes da vida são prazerosos”

Olha que lição linda! Alguém capaz de mudar seu passado, e consequentemente seu futuro, percebe que não vale a pena sofrer por decisões tomadas, e sim viver, porque todos detalhes da vida são prazerosos.

Aí me lembrei de um livro que li: A mulher do viajante no tempo – Audrey Niffenegger. Esse livro ganhou adaptação no cinema em 2009, estrelando novamente Rachel McAdams (talvez ela goste de viajantes no tempo) no papel de Clare, que conhece Henry (Eric Bana), se apaixonando e casando-se. Porém Henry, tem um problema genético e seu relógio biológico dá guinadas para frente ou para trás, fazendo com que viaje para o futuro ou passado. A cada viagem ele tem uma idade diferente, várias vezes se encontra com ele mesmo em épocas diferentes, precisando se readaptar a própria vida, junto com Clare, que tem que aprender a conviver com a ausência de Henry.

O livro tem uma sensibilidade muito grande, e mostra o amor do casal transpondo várias barreiras, e dentre elas, o tempo.

O livro ensina que se o amor continuar intacto e o sentimento for real, você pode viver e sentir o amor de verdade, sem que nada impeça que aconteça, e ver que desencontros, tempo e desilusões não destroem um sentimento verdadeiro. Quando o amor tem que acontecer, ele acontece independente das circunstâncias.

Ambas histórias nos ensinam duas lições: (1) tudo que acontece na sua vida tem seu devido valor para que você viva seu presente como uma dádiva e (2) não importa o tempo e circunstâncias, se o sentimento for real, não pode ser incorporado dentro do conceito de tempo.

Além do mais, não podemos viajar no tempo. Mas se pudesse, o que você mudaria?

Se pudesse aconselhar, não queira mudar nada, e sim viva de forma intensa para que tudo valha a pena, e não se arrependa. Tire lições de tudo que você fez e se torne uma pessoa mais forte.
Não esqueça:

“O tempo é precioso, mas é gratuito. Você não pode possuí-lo, você pode usá-lo. Você pode gastá-lo. Mas você não pode mantê-lo. Uma vez que você o perdeu nunca poderá recuperá-lo. ” (A mulher do viajante no tempo – Audrey Niffernegger)

Assista esses filmes, leia esse livro. Você vai aprender muita coisa dos dois!

Título original: The Timer Traveler’s Wife
Autor(a): Audrey Niffenegger
Editora: SUMA de letras
Categoria: Romance
Nota: 5/5

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS


Gabriele Sauthier
Com 23 anos é formada em Biologia, mas apaixonada por animais desde criança. Sempre a mais alta da turma, ama estar com os amigos e também ama dias nublados, tocar violão, café e livros. Procurando sempre estar em contato com a natureza, admira as flores e qualquer ser vivo.

COMENTÁRIOS